segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Umbanda

Imagine um abraço fraterno em 360 graus: isso é Umbanda.

Imagine uma vela acesa com Fé gerando mais energia que uma usina nuclear: isso é Umbanda.


Imagine Divindades, Anjos, Santos, Sábios, Magos, Gênios, Sacerdotes, Xamãs, Babalaôs, Pajés, Iogues, Iniciados, Cientistas, Curadores,Trabalhadores da Caridade de todas as épocas e culturas voltando à Terra para restaurar a Paz e a Lei Maior: isso é Umbanda.


Imagine a última peça que falta no milenar “quebra-cabeça” que compõe a sua Alma: isso é Umbanda.


Imagine traumas, neuroses, fobias, vírus e bactérias físicas e astrais sendo dissolvidos na baforada de um cachimbo: isso é Umbanda.


Imagine a Pemba traçando e reproduzindo os Códigos Sagrados da Criação: isso é Umbanda.


Imagine o padê de Exu promovendo a harmonia entre Luz e Trevas: isso é Umbanda.


Imagine o médium descalço vestido de branco iluminando-se por dentro: isso é Umbanda.


Imagine o consulente confortado e esclarecido subindo mais um degrau evolutivo: isso é Umbanda.


Imagine o Homem servindo a Natureza e a Natureza servindo o Homem: isso é Umbanda.


Imagine o sal das lágrimas misturando-se ao sal do Mar, Ventre de Iemanjá: isso é Umbanda.


Imagine a flecha certeira de Oxóssi alinhando Razão, Emoção e Ação: isso é Umbanda.


Imagine a espada de Ogum abrindo caminho no cipoal das ilusões humanas :isso é Umbanda.


Imagine o machado de Xangô aparando as arestas do Karma Planetário: isso é Umbanda.


Imagine Oxalá retirando os espinhos de teu coração e Oxum cobrindo com mel teus ferimentos: isso é Umbanda.


Agora, deixe de imaginar...


Pois tudo isso não é sonho, é realidade vivida e sentida


A toda hora, todo dia, ao som de um belo ponto cantado


No abraço do Caboclo,


No toque do Preto Velho,


Na brincadeira da Criança,


No olhar do Exu Guardião,


No sorriso do Baiano,


No balanço do Marinheiro,


No encanto da Cigana,


Na ginga do Malandro,


No laço do Boiadeiro...
ISSO É UMBANDA!


Mensagem do Caboclo Yguaratan
Salve Nossa Umbanda!!!

sábado, 4 de agosto de 2012

A UMBANDA É PAZ


A Umbanda é paz e amor, é o que diz nosso hino, de onde se entende que ela é caridade praticada com humildade.

Aonde as diferenças ideológicas não importam, aonde as rixas da vida de cada um deve ser deixadas do lado de fora.
Aonde não existem leis mutáveis do certo ou errado, simplesmente o que é certo o é para todos, independente da posição que ocupem no Templo ou do espírito que estiver incorporado, seja da direita ou da esquerda, todos estão rumos a evolução, por isso são passíveis de erros e devem com muita humildade e amor serem corrigidos.

Entendemos que as formas do ritual diferem de um Templo para outro, e que neste ou naquele existe leis apropriadas para a casa, mas as Leis do Pai eterno não mudam e o Templo não pode impor regras que vão contra as Leis do Amor.

Em poucas palavras, este é o verdadeiro alicerce da Umbanda, uma religião de amor, cuja principal finalidade é a evolução espiritual de seus filhos, e filhos são todos aqueles que a freqüentam, não importa se são da corrente ou da assistência, todos são filhos, irmãos da mesma religião.

Muito me entristece ver uma religião que foi trazida para a Terra, através de ordens supremas do Pai Celestial, onde tantos espíritos se engajaram com o único objetivo de acelerar a evolução da raça humana, aonde todos nós tanto lutamos para que ela fosse aceita, tanto trabalhamos para que seus limites se expandissem, para agora verificarmos quantos e quantos Templos usam o seu nome em prol da satisfação material e satisfação do ego de seus médiuns.

No entanto uma luz brilha no horizonte, é Oxalá incentivando a fé, a persistência nela, acalmando os corações, mostrando que sempre vale a pena. Junto com esta Luz, começamos a ver que os médiuns de bem se levantam, atendendo as suas intuições, começam a fazer movimentos para esclarecer o que realmente é a Umbanda, voltando as suas raízes.

Nós de nossa parte, só temos que bendizer aos trabalhadores encarnados, que se mantiveram firmes no propósito a que vieram, por confiarem em seus guias passando a ouvi-los com atenção, por se afastarem da vaidade e do apego material e por continuarem com a cabeça erguida, por mais que as Trevas os tenham atacado.

Estamos juntos nesta luta, filhos e guias, da direita e da esquerda, todos somos espíritos em evolução necessitados da caridade prestar, guerreiros da Luz, hoje e sempre.

ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
16-02-2010

Dicas de como administrar a ansiedade


- Aprenda a distinguir entre estresse positivo e ansiedade negativa. O estresse positivo pode proporiconar-lhe a energia de que você precisa para fazer o trabalho. A ansiedade prejudicial apenas faz com que você se arraste, dificultando a execução até mesmo de pequenas tarefas.

- Faça um teste de realidade. Descubra s sua ansiedade, de fato, tem alguma base. A ansiedade prejudicial pode mascarar o verdadeiro problema. Investigue para certificar-se de que as coisas estão realmente tão ruins quanto parecem. Mesmo que haja um problema real, a solução dele pode ser mais fácil.

- Converse com amigos ou colegas em quem você confia. Essas pessoas podem ajudá-la a ver as coisas de um ângulo diferente. Relacione-se com aquelas pessoas que realmente vão lhe ser positivas, e não com pessoas que vão aumentar sua ansiedade.

- Aja de forma positiva para corrigir o problema. Não se torne uma vítima da ansiedade e do estresse, ficar remoendo o problema não leva a lugar nenhum, tente resolver o problema se estiver ao seu alcance! Caso contrário, torne o problema mais administrável, aplicando pequenas correções.

- Busque ajuda de fontes confiáveis – pessoas que têm as informações de que você precisa. Normalmente, você não dispõe das informações ou das ferramentas necessárias para atacar um problema. Em vez de ficar ansioso, acalme-se e procure obter a ajuda necessária. Descubra quem é a pessoa responsável e onde estão as respostas de que você precisa.

- Cuide de seu corpo. Faça exercícios físicos diariamente, tenha uma alimentação saudável e durma o suficiente. Seu corpo fica extremamente tenso quando você está ansioso e estressado. Quando você cuida bem de seu corpo, isso não apenas reduz o nível de tensão, como também proporciona mais energia para que você consiga enfretar o problema propriamente dito.

- A qualquer momento e onde quer que você esteja, relaxe-se. Pratique as técnicas de relaxamento todas as vezes que você pressentir os sinais de tensão, ansiedade ou estresse. Exercícios breves, que podem ser feitos praticamente em qualquer lugar, são muito úteis, porém, mesmo assim, arranje tempo e local para relaxar e meditar – exercícios assim resultam em benefícios de longo prazo.

- Livre-se da ansiedade. Se não há nada que você possa fazer sobre o problema (ou não há mais nada a fazer, uma vez que você fez tudo para resolvê-lo) – se o problema, simplesmente, estiver fora de seu controle -, você tem de se livrar da ansiedade. Liberte-se dela e inicie um novo projeto, leia um livro diferente, tome outro caminho.

Harvard ManageMentor Plus – Gerenciando o Estresse no Ambiente de Trabalho

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mediunidade


Faculdade que dota o homem de sensibilidade permitindo a percepção e interação com o mundo espiritual. Conforme sua intensidade viabiliza a plena comunicação entre os dois ambientes. Faculdade natural inerente do corpo orgânico considerada como outro sentido psíquico.

Médium

Ser dotado de faculdade que o permite interagir entre os ambientes espirituais e materiais possibilitando agir como intermediário entre as comunicações. Quando apresenta-se marcante e forte diz-se que o médium é ostensivo. Quando sutil e rudimentar, de fenômenos esparços e esporádicos de pouca intensidade, diz-se que o médium tem mediunidade oculta. Este último tipo corresponde a todos os homens.

O primeiro tipo refere-se aquelas pessoas que têm a capacidade de utilizar a mediunidade para trabalhar em mesas mediúnicas e utilizar seu potencial para ajudar e beneficiar a todos os que necessitem.

FENÔMENOS MEDIUNICOS – INTELIGENTES

Classificação Básica

Os fenômenos mediúnicos são marcantes quanto ao efeito que produzem. Podem ser classificados em categorias de acordo com o tipo de efeito (resultado) provocado pelo fenômeno. De modo geral, duas são as categorias quanto ao efeito: Efeitos Inteligentes e Efeitos Físicos

Efeitos Inteligentes

Os fenômenos de Efeitos Inteligentes são aqueles que têm sua atuação diretamente sobre o intelecto do médium ou são percebidos pelo cérebro por vias das sensações. Os efeitos são sentidos pelo médium.

Por esta razão também são classificados em: Intelectuais e Sensitivos, conforme a ação do efeito.

Intelectuais
Intuição
Psicofonia
Psicografia
Desdobramento
Sensitivos
Vidência
Audiência
Sensitividade
Efeitos Físicos

Os fenômenos classificados como de Efeitos Físicos são aqueles cujas ações são dirigidas para o ambiente material ou as coisas materiais. Os efeitos dessa mediunidade são percebidos por qualquer pessoa que os possa presenciar. Podem ser efetivadas por movimento de objetos, pancadas, sons, materializações, curas e etc. Exemplos:

Sons
Luzes
Odores
Movimentos de objetos
Curas
Materializações
Transfigurações
Psicofonia
A psicofonia está presente na grande maioria dos médiuns sendo identificada em 80% dos casos. Informalmente é denominada de Mediunidade de "Incorporação".

- Essa denominação foi adotada devido à impressão provocada pelo comportamento dos médiuns quando em transe mediúnico de psicofonia.
- Como muitas vezes o Espírito comunicante assume sua personalidade por fala e gestos, se tem a impressão que o Espírito comunicante "entrou" no corpo do médium e, por isso, surgiu naturalmente o termo incorporação.
Sua ocorrência se dá através da exteriorização do perispírito do médium. Permite que o Espírito comunicante tenha acesso(via perispírito) aos centros nervosos de controle de algumas funções orgânicas do médium, tais como: a fala, o movimento de membros e outros mecanismos motores do corpo. Conforme o grau de exteriorização do perispírito, ocorrerá o maior ou menor controle dos centros nervosos do corpo do médium.

Graus

Consciente

Ocorre em 50% dos casos
Médium tem consciência do que será dito antes de falar
Após o transe, o médium recorda tudo o que disse
Há fraca exteriorização do perispírito
Semi-consciente

Ocorre em 28% dos casos
Médium tem consciência do que será dito durante a fala
Após o transe, o médium recorda parte do que disse
Há exteriorização parcial do perispírito
Inconsciente

Ocorre em 2% dos casos
Médium não tem consciência do que ocorre
Após o transe, o médium raramente recorda de algo que disse ou fez
Há grande exteriorização do perispírito
O Espírito Comunicante atua diretamente sobre os centros nervosos de controle do corpo do médium
Psicografia

Mediunidade na qual os Espíritos Comunicantes atuam sobre os médiuns levando-os a escrever. Estes médiuns também são denominados de Médiuns Escreventes

É um fenômeno importante porque as mensagens ficam permanentes e escritas originalmente como foram transmitidas. No caso da Psicofonia, a recuperação das mensagens dependerá da memória e da interpretação daqueles que escutaram a mensagem falada pelo Espírito. Já na Psicografia, o Espírito escreve a sua mensagem deixando-a na forma original como foi concebida.

Classifica-se quanto ao modo de execução em:

Mecânica

Tipo muito raro
O Espírito Comunicante atua diretamente sobre a mão do médium
Muito rápida e mantém a forma e a caligrafia personalizadas
Médium não sabe o que se escreve, somente após ler o que está escrito é que toma conhecimento do teor da mensagem
Semi-mecânica

Mais comum
Espírito comunicante tem domínio parcial do braço e mão do médium
Médium tem consciência do que escreve a medida que as palavras vão sendo escritas
Intuitiva

Tipo de mediunidade escrevente muito comum
O Espírito interage com a alma do médium transmitindo mentalmente as suas idéias
O médium capta as idéias e serve como um intérprete
Tem conhecimento do que será transmitido antes de escrever
Vidência e Clarividência

Vidência

Refere-se a mediunidade que possibilita a visualização das coisas e ambientes do mundo espiritual. O méduim vidente vê os Espíritos, os ambientes e, às vezes, cenas de momentos futuros ou passados.

A visão se dá através do Espírito e não com os olhos, daí a compreensão do fato que os videntes "enxergam" o mundo espiritual mesmo com os olhos fechados.

Clarividência

Capacidade Anímica(não é mediunidade) que permite enxergar coisas, cenas, pessoas e etc, do mundo material que estão distantes ou através de objetos opacos. Essa visão abrange cenas e objetos que os olhos físicos não podem alcançar.

É uma faculdade do próprio Espírito encarnado (Anímica) que não depende de influência mediúnica. Ocorre pela emancipação da alma (desdobramento ou expansão do perispírito encarnado).

É também denominada de segunda visão.

Audiência e Clariaudiência

Audiência

Faculdade que permite ao médium escutar no campo fluídico os sons produzidos no ambiente espiritual.

Interna - O Espírito transmite ao médium por telepatia. Tem-se a impressão de estar escutando "dentro do cérebro".
Externa - O Espírito atua sobre a atmosfera fluídica produzindo o efeito de som que será percebido pelo aparelho auditivo do méduim.
Clariaudiência

Faculdade anímica (não é mediunidade) que possibilita ouvir sons materiais que ocorrem fora do alcance da audição biológica.

Pode-se escutar a grandes distâncias ou através de obstáculos. É uma capacidade do espírito encarnado (Anímica). Ocorre pela emancipação da alma alcançando até aonde o campo fluídico do perispírito encarnado possa atingir.

Sensitividade

Faculdade mediúnica da parcepção do nível vibratório do campo fluídico.

Através dessa faculdade o médiun "sente" o tipo de vibração existente em um ambiente ou presente em pessoas ou coisas.

A sensibilidade do médium ultrapassa a capacidade física e passa a perceber também o campo fluídico do ambiente e interpretar as sensações classificando-as.

FENÔMENOS MEDIUNICOS – FÍSICOS

Os fenômenos classificados como de Efeitos Físicos são aqueles cujas ações são dirigidas para o ambiente material ou as coisas materiais.

Os efeitos dessa mediunidade são percebidos por qualquer pessoa que os possa presenciar. As ações desenvovidas pelos efeitos dessa mediunidade afetam o ambiente material e, por isso, são denominados de Efeitos Físicos.

Fluidos

Os Espíritos agem sobre os fluidos, intencionalmente ou não, conforme o esclarecimento e a evolução.

Podem aglomerar, dirigir, modificar e até combinar entre sí para obter resultados ou conferir-lhes propriedades.

É assim que no campo espiritual as "coisas" são plasmadas (formadas).

As formações fluídicas são geradas pelo pensamento e dependem da capacidade de cada um ter mais ou menos potencialidade de criar formas através da manipulação de fluidos.

Efeitos Físicos

Os fenômenos de efeitos físicos resultam da ação dos Espíritos sobre os fluidos até chegar a produzir resultados perceptíveis no mundo material

Para que isso ocorra é necessária a presença de um componente especial denominado de ECTOPLASMA.

O Ectoplasma é uma substância que se acredita que seja força nervosa e tem propriedades de interagir com o mundo físico.

Chama-se de Médium de Efeito Físico aquele que tem a faculdade que permite ceder Ectoplasma em quantidade suficiente para possibilitar aos Espíritos o seu uso em combinação com outros fluidos (os do Espírito e do ambiente) visando produzir ações e resultados sobre o mundo material.

O Ectoplasma flui para fora do corpo pelos orifícios naturais do organismo humano (nariz, ouvidos, boca, etc...).

O Efeito físico é o resultado da combinação dos fluidos do Espírito, com o Ectoplasma do Méduim e os fluidos do ambiente. Com esses três elementos o Espírito gera o fenômeno e o anima e controla pelo pensamento.

Curas

As doenças do corpo físico tem origem e reflexos também no corpo perispíritico. Muitas vezes os excessos configuram desequilíbrio do perispírito e, por conseqüência, desajustam o corpo físico e favorecem o aparecimento de males e doenças.

Um períspírito saudável redundara’ num corpo físico saudável.

A cura pela ação fluídica se dá pela ação da conjugação de fluidos agindo sobre o períspírito e refletindo no equilíbrio do corpo físico.

O poder da cura está na razão direta:

Da pureza dos fluidos produzido

Fé e vontade de fazer o bem e desejar a cura

Ação do pensamento, direcionando os fluidos para o fim desejado

Porém a mediunidade de cura se dá pela energia e instantaneidade da ação curadora. O médium de cura age pelo contato com o enfermo.

Os Espíritos combinam os fluidos e por ação magnética atuam diretamente sobre a parte do corpo perispiritual e físico que encontra-se desequilibrada.

Levitação

Configura-se pelo levantamento de pessoas ou coisas no ar sem uma ação direta.

O fenômeno se dá pela combinação do ectoplasma do médium com os fluidos do Espírito através da saturação fluídica do objeto consegue pela ação do pensamento comandar magneticamente os movimentos.

Transporte

Deslocamento físico de objetos de outra região para outra. Ocorre por força de intensa combinação fluídica dos Espíritos e do médium.

Pneumatofonia

Também chamado de VOZ DIRETA. O Espírito comunicante utiliza o Ectoplasma do Médium em combinação com os fluidos ambientais para moldar (Plasmar) um aparelho fonador humano("gargantas fluídicas") e através da ação do pensamento sobre a matéria plasmada movimentar o aparelho e produzir sons audíveis por todos os presentes. O fenômeno é físico e a voz gerada é efetivamente onda sonora audível por qualquer ouvido material perfeito.

Pneumatografia

Também denominado de ESCRITA DIRETA. É a escrita produzida pelo Espírito diretamente no plano material, não deve ser confundida com a Psicografia. A escrita direta é feita através do efeito físico do Espírito que utilizando ectoplasma do médium em combinação com os fluidos ambientais passa a animar canetas, lápis, giz, etc.. e escrever com esses objetos utilizando o pensamento para comnandá-los.

Transfiguração

Mudança do aspecto de um corpo vivo. Ocorre pela manipulação de fluidos e combinados com os perispírito em exteriorização produzindo formas divergentes das originais do corpo.

Materialização

Fenômeno pelo qual os Espíritos constroem algo material (objeto ou corpo) a partir da manipulação do ectoplasma em combinação com os fluidos do ambiente e do Espírito.

O Médium em transe fornece o Ectoplasma necessário para o fenômeno. Os Espíritos combinam este ectoplasma com os fluidos do ambiente e moldam as formas e os corpos desejados.

Durante o fenômeno o médium apresenta sensível perda de peso(matéria) e sensações de frio.

Ao final da manifestação o corpo materializado se disssolve e os seus elementos retornam aos corpos de origem.

Preconceitos

Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.

Vamos à algumas colocações que pupulam no meio religioso

a mediunidade é uma provação
a mediunidade é uma punição cármica
a mediunidade escraviza os médiuns
a mediunidade limita o ser
Comecemos por desmentir estas colocações negativas

Mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
Não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
Não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;
Não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.
Mediunidade Hoje

É interessante notar que neste momento da humanidade em que se está mudando a forma de comunicação das entidades, é natural que o ritual da Umbanda venha igualmente se modificando, na medida que o médium não necessita mais do necessário estímulo para entrar em transe mediúnico, como, por exemplo, o som dos atabaques, girar, etc. Isto porque já há o entendimento de que o médium não está em nenhum tipo de transe (incorporação).

Desta forma também não se pode esperar que o desenvolvimento mediúnico continue se dando como antigamente, quando o médium ficava passivo, esperando que alguma coisa mágica acontecesse com a suposta incorporação. Esperando que algo "tomasse conta" de seu corpo e de sua mente. Isto provocava situações constrangedoras pois muitos médiuns se sentiam obrigados a incorporar, incentivados por dirigentes menos informados e não atualizados da evolução da mediunidade. Por conseqüência muitos médiuns em início de carreira se manifestavam através de um processo anímico1, inconscientemente, pois se sentiam obrigados a se manifestar como os demais. Isto é, o pensamento do médium se fixava na obrigação de "imitar" o comportamento dos demais médiuns. Por exemplo, naquela casa onde as entidades ao subir, se jogam para trás, ou batem no peito de uma determinada forma, os novos médiuns, desinformados, ficam achando que tem que fazer a mesma coisa, até mesmo para dar credibilidade à manifestação.

Os médiuns precisam compreender que hoje em dia a manifestação das entidades se dá, em sua maioria, por um processo de irradiação. O médium não precisa nem mesmo sentir uma forte irradiação; com o tempo começa a compreender como captar o pensamento da entidade e como se concentrar no chakra relacionado àquela linha de orixá, para perceber melhor então a irradiação e facilitar a comunicação.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Maledicência


Maledicência é o ato de falar mal das pessoas.  Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade.
Mais terrivel do que uma agressão fisica.  Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.

       Mais insidiosa do que uma epidemia, na forma de boato - eu "ouvi dizer" - alastra-se como rastilho de pólvora.  Mera visão pirotécnica em princípio:
       "Ele paga suas contas com atraso" ou "Ela sai muito de casa". 
       Depois, explosiva:
       "Ele é um ladrão!  " ou "Ela está traindo o marido!"

Arma perigosa, está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade, e é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração.
Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente.  É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia.

Tão devastadora e, no entanto, não implica nenhum compromisso para quem a emprega.  Jamais encontraremos o autor de um boato maldoso, de uma "fofoca” comprometedora. O maledicente sempre "vende" o que "comprou".

Ninguém está livre dela, nem mesmo os que se destacam na vida social pela sua capacidade de realização, no setor de suas atividades.  Estes, ao contrário, são os mais visados.  Nada mais gratificante para o maledicente do que mostrar que "fulano não é tão bom como se pensa".

Não há agrupamento humano livre da maledicência. Está presente mesmo onde jamais deveria haver lugar para ela: em instituições inspiradas em ideais religiosos de serviço no campo do Bem.  Quando se manifeste nessas comunidades, infiltrando-se pela invigilância de companheiros desavisados, que se fazem agentes do Mal, é algo profundamente lamentável, provocando o afastamento de muitos servidores dedicados e aniquilando as mais promissoras esperanças de realização espiritual.

       Nem mesmo o Cristo, inspiração suprema desses ideais, esteve livre dela.  Exemplo tipico de seu poder infernal foi o comportamento da multidäo, que reverenciou Jesus na entrada triunfal, em Jerusalém; no entanto, poucos dias depois, instigada pela maledicência dos sacerdotes judeus, festejou sua crucificação, cercando a cruz de impropérios e zombarias.

       A maledicência tem sua origem, sem dúvida, no atraso moral da criatura humana.  Intelectualmente, a Humanidade atingiu culminâncias.  Chegamos à Lua, desintegramos o átomo.  Moralmente, entretanto, somos subdesenvolvidos, quase tão agressivos e inconseqüentes como os habitantes das cavernas, e, se o verniz de civilidade nos impede de usar a clava, usamos a língua, atendendo a propósitos de auto-afirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras ein vidraças alheias.

       Não se dá conta aquele que se compraz em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia (condição do animal que se nutre da própria substância, que come o próprio corpo). O maledicente pratica a autofagia moral.  A má palavra, o comentário desairoso contra alguém geram, no autor, um clima de desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente, envenenando-se com a própria maldade.  Por isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas e infelizes.

       Jesus adverte que o maldizente fatalmente será vítima da maledicência, quer porque onde estiver criará ambiente propício à disseminação de seu veneno, quer porque a Vida o situará, inelutavelmente, numa posição que o sujeitará a críticas e comentários desairosos, a fim de que aprenda a respeitar o próximo.

       Deixando bem claro que a ninguém compete o direito de julgar, o Mestre recomenda que, antes de procurarmos ciscos no olho de nosso irrnäo, tratemos de remover a lasca de madeira que repousa, trânqüila, no nosso.  Se possuímos incontáveis defeitos, se há tantas tendências inferiores em nossa personalidade, por que o atrevimento de criticar o comportamento alheio?

       E há os estudos de Psicologia que oferecem uma dimensão bem maior ao ensinamento evangé1ico.  Admitem hoje os psicólogos que tendemos a identificar com facilidade nos outros o que existe em abundância em nós. O mal que vemos em outrem é algo do mal que mora em nosso coração.  Por isso, as pessoas virtuosas, de sentimentos nobres, são incapazes de enxergar maldade no próximo.

       É preciso, portanto, treinar a capacidade de enxergar o que as pessoas teem de bom, para que o Bem cresça em nós. O primeiro passo, dificil mas indispensável, é "minar a maledicência.  Um recurso valioso para isso é usar os três crivos, segundo velha lenda de origem desconhecida, que vários escritores atribuem a Sócrates, lembrada pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, em mensagem publicada pela revista "Reformador", no mês de junho de 1970:

"Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... - ajuntou o sábio, prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos? - perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro, três crivos.  Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade.  Guardas absoluta certeza quanto aquilo que me pretendes comunicar?
- Bem - ponderou o interlocutor -, assegurar, mesmo, não posso... Mas, ouvi dizer e...então...
- Exato.  Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade.  Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
        - Isso não ... Muito pelo contrário...
   - Ah! - tornou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... - aduziu o visitante ainda mais agitado. - útil não é...
-             Bem - rematou o filósofo num sorriso -, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem qualquer edificação para nós. . . "




Referências bibliográficas:
Richard Simonetti – A voz do monte