sábado, 11 de agosto de 2012

Historia da cigana das 7 saias

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/mythology-ancient-literature/1862791-historia-da-cigana-das-saias/

Conta a historia que essa linda pomba gira em sua forma humana teria sofrido muito.

Pois ela fazia parte de uma grande familia de ciganos. Em sua aldeia os pais prometiam muito cedo suas filhas e como e tradicional os filhos que nao aceitassem seu casorio eram condenados a morte.

Porem esta havia se apaixonado por outro cigano que ja era casado.
eles se apaixonaram e eles se encontravam todas as tardes.

Ela fugia de seu pai ele de sua esposa,ela havia falado para seu pai q nao iria se casar com ele pois estava apaixonada por outro cigano e nao por aquele q seu pai havia o prometido.

seu pai a obrigou a casar e ela nao quiz.

entao ela com tal desgosto parou de comer e beber,sua mae muito preocupada pediu q por favor ela comesse:"por favor minha linda filha coma essa comida"
mas como ela tinha um grande desgosto amoroso e isso nao era nada bom para ela.

então como eu havia dito ela parou de comer e beber, e foi definhando e no setimo dia ela acabou falecendo.

em seu velorio sua mae colocou os 7 vestidos q ela mais gostava em cima de seu caixão.

entao ela hoje em dia baixa nos terreiros como a cigana das 7 saias.
e faz muitos trabalhos para resolver o amor nao correspondido de outras pessoas ,pois como nao pode casar com seu amado ela ajuda os que a consultam a ter.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A MAGIA DOS PRETOS VELHOS

Fonte: http://meusmisterios2012.blogspot.com.br/2012/11/a-magia-dos-pretos-velhos.html

pretovelho1
Na Umbanda os Pretos velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura no Brasil.
Pretos velhos ou Pretos-velhos são entidades de umbanda, espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".
O preto velho, na umbanda, está associado aos ancestrais africanos, assim como o caboclo está associado aos índios e o baiano aos imigrantes nordestinos.
São entidades que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo da sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria, trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes.
A característica desta linha, devido a elevação espiritual de tais entidades, é o conselho e a orientação aos consulentes, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.
Os pretos velhos se apresentam com nomes que individualizam sua atuação, do Congo ou de Angola, evidenciando sua atuação propriamente dita e procedência. Em sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram:
  • Congo (Pai Francisco do Congo) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;
  • Aruanda (Pai Francisco de Aruanda) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
  • D´Angola (Pai Francisco D´Angola) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
  • Matas (Pai Francisco das Matas) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
  • Calunga, Cemitério ou das Almas (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluaê;
Entre diversas outras nominações tais como: Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc… Muitos Pretos velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos velhos.
ADOREI AS ALMAS!!! SALVE OS PRETOS VELHOS DE UMBANDA!!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Sacerdote de Umbanda e o Sacerdócio Umbandista


Por Rubens Saraceni
Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que desejo, e nada mais.
Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em vários pontos:
   a)  foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.
   b)  todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.
   c)  todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.
   d)  todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.
   e)  todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.
    f)  todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.
   g)  todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.
   h)  todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.
    i)  mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.
    j)  e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.
Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:
   a)  na Umbanda o sacerdócio é uma missão.
   b)  o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão.
   c)  o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.
   d)  só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.
   e)  mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.
    f)  mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.
   g)  todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.
   h)  todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.
    i)  muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.
    j)  todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.
Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.
Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma “escola”, e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.
Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas….


O texto acima faz parte do livro Tratado Geral de Umbanda / Rubens Saraceni / Ed. Madras e foi publicado na edição de Julho do Jornal de Umbanda Sagrada

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Exu Mirim


O melhor exemplo começa com as incorporações comportadas de quem
dirige os trabalhos espirituais. E uma boa orientação sobre as
entidades ajuda muito porque, o que os médiuns internalizarem sobre
elas será o regularizador das entidades.
Agora se, por acaso, o dirigente adota um comportamento discutível,
aí seus médiuns o seguirão intuitivamente, pois o tomam como exemplo
a ser seguido.
Em inúmeras observações, vimos os médiuns repetindo seus dirigentes
e, inclusive, com as incorporações e danças dos guias incorporados
neles. Essa assimilação natural ou intuitiva é um indicador de que o
exemplo que vem "de cima" ainda é um dos melhores reguladores
comportamentais.
Agora, quando o dirigente incorpora seu Exú Mirim e este, por ser
do "chefe", faz micagens, caretas, gestos obscenos, atira coisas nas
pessoas, xinga-as e fala palavrões, aí tudo se degenera e seus
médiuns procederão da mesma forma porque, em suas mentes e
inconscientes é assim que seus Exús Mirins devem comportar-se quando
incorporados.
Essa foi uma das razões para o ostracismo e que foi relegada a linha
dos Exus Mirins. Certos comportamentos, devemos debitar ao arquétipo errôneo
construído por pessoas desinformadas sobre essa linha de trabalhos
espirituais Umbandistas.
EXU MIRIM:
1) Não são espíritos humanos, em hipótese alguma.
2) Exús Mirins são seres encantados da natureza provenientes da
sétima dimensão à esquerda da que nós vivemos.
3) A irreverência ou má educação comportamental não é típico deles
na dimensão onde vivem.
4) São naturalmente irrequietos e curiosos, mas nunca intrometidos
ou desrespeitadores.
5) Por um processo osmótico espiritual, refletem o inconsciente de
seus médiuns, tal como acontece com Exú e Pomba Gira. Logo, são
nossos refletores naturais.
6) Gostam de beber as bebidas mais agradáveis ao paladar dos seus
médiuns, sejam elas alcoólicas ou não.
7) Apreciam frutas ácidas e doces "duros", tais como: rapadura, pé
de moleque, quebra queixo, cocadas secas e balas "ardidas" (de menta
ou hortelã).
8) Se bem doutrinados prestam inestimáveis trabalhos de auxilio aos
freqüentadores dos centros de Umbanda.
9) Não aprovam ser invocados e oferendados em trabalhos de demandas
e magias negativas contra pessoas.
10) Toda vez que seus médiuns os ativam para prejudicar os seus
desafetos seus Exus Mirins se enfraquecem automaticamente já acon
teceram inúmeros casos de médiuns que ficaram sem seus verdadeiros
Exus Mirins porque os usaram tanto contra seus desafetos que eles
ficaram tão fracos que foram aprisionados e kiumbas oportunistas
tomaram seus lugares junto aos seus médiuns, passando daí em diante
a criar problemas para suas vítimas que ainda acreditavam que
estavam incorporando seus verdadeiros Exús Mirins.
11) Eles raramente pedem seus assentamentos ou firmezas permanentes
e preferem ser oferendados periodicamente na natureza, tal como as
crianças da direita.
12) Se bem doutrinados e colocados a serviço dos freqüentadores dos
centros umbandistas, realizam um trabalho caritativo único e insubs
tituível.
Vamos resgatar os Exus Mirins da Umbanda e libertá-los do falso
arquétipo que mentes e consciências distorcidas criaram para eles?
Rubens Saraceni
Fonte: Rubens Saraceni, Livro Orixá Exu Mirim, Ed. Madras.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Umbanda é Alegria

Escrito por Mãe Lurdes de Campos Vieira   

Religião e alegria não são coisas dissociadas, pois uma deve fazer parte da outra, na vivência das coisas sagradas. Sabemos que há religiões de extremo rigor, cujas práticas não combinam com a alegria. Mas, "para buscar Deus, o homem não necessita desfigurar a face. Recorde que o encontro com Deus há de ser o funeral de todos os pesares." Mateus - 6.16.
Viver com alegria, além de sábio, é saudável, pois a vida sem alegria pode levar à depressão. Para enfrentarmos as dificuldades cotidianas, é preciso praticar e incorporar a alegria às nossas vidas, de maneira cada vez mais rica e profunda.


Expressamos alegria quando cantamos, quando dançamos, celebrando momentos de festa, quando sorrimos e abraçamos nossos irmãos com sinceridade e amor. Expressamos alegria quando praticamos nossa religião, quando agimos com respeito, dedicação, cerimônia e fraternidade.
A alegria de viver não nos desvia do caminho espiritual, mas, sim, nos conduz e nos faz caminhar por ele, dissipando nossos medos e dúvidas, dando-nos segurança, firmeza e fé. Encontrar a verdadeira alegria é a tarefa espiritual mais difícil de todas.

Quando temos a certeza de que encontramos nossa verdadeira senda religiosa e a praticamos com amor e devoção, sentimo-nos plenos, realizados e felizes. Tão felizes que nada mais pode nos impedir de celebrarmos a nossa felicidade e contentamento. Só então podemos demonstrar verdadeiramente nossos sentimentos de amor e devoção ao Divino Criador  e às suas Divindades.          

Na Umbanda, praticamos nossos rituais com muita alegria, assim como fizeram e fazem diversos povos, nas várias religiões, ao longo dos séculos. Ao lado da seriedade, da reverência e do respeito, cantamos, dançamos, batemos palmas ao ritmo da curimba, elevamos nosso pensamento a Deus e aos Orixás, evocamos e clamamos a eles a ajuda divina.

Entregamo-nos de corpo e alma às divindades que louvamos, com júbilo sagrado, e somos brindados com a imensa alegria que nossa religião nos proporciona. Ao mesmo tempo, nosso contentamento é o presente que oferecemos a Deus e às suas Divindades Sagradas, os Orixás, juntamente com nossa fé, religiosidade e amor.

Em todos os rituais e celebrações umbandistas a alegria faz parte da experiência do sagrado. Ela acende nossos corações, ilumina e renova nossa esperança de vencermos a escuridão, na busca espiritual. Ela é fundamental e se expressa até mesmo no final das giras, quando retornamos para casa energizados, felizes por termos conseguido uma aproximação maior com a espiritualidade e pela ajuda que propiciamos aos nossos irmãos.

O desejo por coisas materiais e prazeres terrenos nos enfastia com rapidez, nos deixa insatisfeitos. O único que pode nos conceder alegria imperecível é Deus, pois Dele nunca nos fatigamos. A sempre renovada alegria da alma, sintonizada com o Divino Criador, faz vibrar todos os átomos de nosso corpo, fazendo-nos adotar o procedimento correto em tudo.

A felicidade, destino traçado pelo Criador para todos nós, é a nossa grande meta. Para alcançá-la e usufrui-la, cada um deve esforçar-se e construir o seu caminho, na comunhão Divina. A felicidade ocorre quando vivemos a Lei de Deus.