quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ENTREVISTA COM RUBENS SARACENI

Fonte: http://www.curaeascensao.com.br/orixas/orixas14.html

Entrevista com Rubens Saraceni - REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO -
Escrito por JUCA
JUCA: O estudo teológico da Um­banda e o desenvolvimento mediúnico realizado num dia específico foram iniciativas suas?
RUBENS SARACENI: Em relação ao desenvolvimento, não acredito que tenha sido pioneiro, logo que abri o Centro, foram surgindo pessoas com mediunidade que precisavam se desenvolver e nos dias de trabalho, o espaço físico mal comportava os médiuns e a assistência, sem contar que nesses dias a carga é muito pesada, então, apenas segui a orientação da espiritualidade para que destinasse um dia apenas para os médiuns em desenvolvimento. Segundo a espirituali­dade, o médium que precisava se desenvolver poderia entrar em contato com uma energia negativa e por falta de conhecimento, teria dificuldade em livrar-se dela. Nos dias reservados ao desenvolvimento, acontecem giras nor­­mais, só não há assistência e nessa oportunidade, os médiuns podem aprender a reconhecer as energias próprias de cada Entidade e de cada Orixá. O estudo teológico de Umbanda sim é pioneirismo nosso.
JUCA: Como o curso de teologia alertou para a necessidade de os médiuns estudarem?
RUBENS SARA­CENI: Veja bem, cursos e livros sobre a Umbanda existem desde 1930. Naquela épo­ca, os umbandistas acha­ram que esse recurso era necessário para aqueles que queriam praticar a Umban­da e não sabiam como. Agora um curso específico, voltado ape­nas à formação reli­gio­sa da pessoa, inde­pen­­dente de assumir sua mediu­nidade ou não, é atual, pois até então, esse tipo de curso era voltado unicamente para aqueles que praticavam a religião.

Por orientação da espi­ritualidade, nós abrimos esses cursos para todos aqueles que quisessem conhecer a religião da Um­banda, sem implicar na adoção da religião na sua vida. É um curso relativamente curto, que muitos dirigentes já passaram adiante, não apenas para seus médiuns, mas também para a assistência, que passam a adotar a religião não por medo ou temor, mas porque passam a admirar a Umbanda.

O Curso Livre de Teologia de Um­banda é bastante dinâmico, acompanha a evolução da religião e da sua linguagem, adaptado às necessidades das pessoas que o procuram. Eu não criei esse curso, fui apenas o canal utilizado por Pai Benedito de Aruanda, Pai Beira Mar Mestre Seimam e outros espíritos. Fui aquele que batalhou a ferro e fogo a tantas resistências, que hoje já não são tantas, porque o número daqueles que vêem que a religião precisa se adaptar aos novos tempos, na sua apresentação pública, está crescendo. A Umban­da não pode mais ser apresentada co­mo no passado: “Ou você vem por amor, ou vem pela dor”. Por mais que isso possa ser verdade, hoje esse amor é porque o médium aceita a Umbanda como sua religião, e a dor é porque ele é médium e pode ter alguma dificuldade espiritual e a Umbanda pode diminuir essa dor ou até anulá-la a nível espiritual.
JUCA: Então a Umbanda é conhecimento?
RUBENS SARACENI: A Umbanda só vai se fixar no plano material como uma grande religião no dia em que ela usar o conhecimento como um fator para atrair as pessoas. O Budismo atrai as pessoas, não através do Buda, mas através das mensagens do Buda. O Cristianismo não atrai as pessoas pelo Cristo, o homem crucificado, mas pelas mensagens deixadas pelo Cristo. A Umbanda não vai atrair as pessoas pela sua dor, mas pela mensagem regeneradora, curadora, salvacionista, redentora. Principalmente redentora.

A Umbanda tem uma missão redentora que ela ainda não assumiu de público. Todos nós sabemos que existem problemas carmáticos de difícil solução, que são resolvidos através do desenvolvimento da mediunidade, do trabalho desses problemas com o auxílio da espiritualidade, para que esses problemas acontecidos em outras vidas tenham uma solução através do espírito. Isso é a redenção do Ser. A Um­banda tem isso a oferecer, mas ainda não está usando a melhor linguagem para levar isso às pessoas. No dia em que essa linguagem se tornar uniformizada entre todos os umban­distas, a Umbanda se tornará tão atratora, que as outras religiões terão não um adversário, mas um exemplo de como transformar o ser humano, transmutar o íntimo dele, espirituali­zando-o cada vez mais. Os umbandis­tas precisam entender que essa espiri­tualidade que me usou como canal não é estática, mas se transmuta com o passar do tempo. Sua linguagem e conceitos se transmutam, e toda uma forma de abordagem religiosa e pregação doutrinária está sendo formada.
JUCA: Hoje, há um grande número de canais de mídia que tem aumentado a divulgação da Umbanda, e como conseqüência, há também uma maior exposição. Essa exteriorização é positiva?
RUBENS SARACENI: Não é da melhor forma possível que isso está acontecendo. Mas é da forma que ainda é possível. E antes que se torne impossível, nós temos que ocupar esse espaço. Se não fizermos dessa forma, não teremos acesso a meio de comunicação nenhum. Nacionalmente, a Umbanda está excluída dos meios de comunicação. Restaram-nos as iniciativas isoladas de pessoas corajosas, em diversos lo­­cais, levando in­for­­mações aos se­us grupos. Às vezes isso gera curiosidade, e até reações negativas por parte de alguns umbandistas, e até que se gere um canal de comunicação em massa na Umbanda, haverá problemas ainda.
JUCA: A Um­banda vem se tornando mais conhecida, e com isso es­tá se distanciando do candomblé e do espiritismo. Então podemos dizer que ela vem se setori­zando?
RUBENS SARACENI: Está havendo um grande movimento de identificação, que inclusive conta com meu apoio. Grandes líderes candomblecistas vêm se esforçando para dar uma identidade ao candomblé. Embora seja a casa mãe de todos os cultos de nação africana, eles estão lutando para preservar sua identidade. Eu acho isso muito positivo e tenho lutado para dar à Umbanda essa identidade também. A partir do momento que ela se distancia do Candomblé e do Espiritismo, ela assume uma identidade como religião. Não falo em separação, mas em assumir uma identidade pública. Ninguém pode assumir uma identidade dupla. Na lei dos homens, é qualificado como falsidade ideológica. Na religião é como acender uma vela para dois deuses. Apesar de serem três religiões mediú­nicas, são distintas, com doutrinas e ensinamentos específicos.
JUCA: Ainda existe preconceito e intolerância contra a Umbanda?
RUBENS SARACENI: Sim. A Umbanda apesar de ser a religião mais tolerante que existe, é a mais intole­rada. Não apenas por membros de ou­tras religiões, mas pelos próprios um­ban­distas, que não a assumem. Existe uma intolerância latente, que torna comum frases do tipo “umbandista é assim mesmo”... Existem muitas denúncias de intolerância contra os trabalhos umbandistas, algumas culminando até com o fechamento dos templos espirituais. Esses fatos foram se somando e levaram a necessidade de pensarmos numa reação positiva, criando um movimento que congregasse todas as vertentes em torno de propostas que beneficiariam a todos. O maior entrave está sendo a dificuldade de mobilização. Sem um respaldo, como chegar diante do Poder Público com meia dúzia de gatos pingados?
JUCA: Qual seria a solução?

RUBENS SARACENI: Hoje há um chamado da espiritualidade no sentido de diminuir distâncias entre as lideranças. O lado material da Umbanda precisa mostrar-se coeso. Hoje estão surgindo várias iniciativas neste sentido, e eu entendo isso como um chamado do Astral. Há uma iniciativa por parte do SOUEESP que visa reunir periodicamente essas lideranças para se conseguir maior motivação e mobili­zação dos umbandistas. Toda iniciativa tem um saldo positivo. São sementes que estarão sendo lançadas e as que caírem em solo fértil, prosperarão. Há uma resistência dos próprios umbandistas que vem se tornando cada vez mais evidente. Muitos relutam em tornar isso público. Muitos fazem trabalhos maravilhosos, mas ficam restritos aos seus próprios Centros. Isso precisa ser mudado, eles precisam dar o seu voto de confiança para a religião, expondo-se publicamente, para que se crie a sensação de grandiosidade, que existe, mas está oculta. Os umbandistas ainda não entenderam que as mobilizações são motivadoras para novas adesões. Nós somos muitos, e existe uma maioria silenciosa que está crescendo. Ainda é uma coisa de boca a boca, fica restrito aos fundos dos quintais. Quando o umbandista descobrir o seu poder de mobilização, e ver nesse poder uma forma de valorização da sua religião e da sua religiosidade, aí a Umbanda conquistará o seu espaço público e vai adquirir respeitabilidade. Essa mobilização vai trazer o reconhecimento da Umbanda como religião.

O Jornal de Umbanda Carismática

Solange Christtine Ventura
www.curaeascensao.com.br


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Arte de Viver a Vida

Hoje (29/01/13) começou a série no ARTECURA das ARTES de VIVER, e para começar foi trabalhado a ARTE DE VIVER a VIDA.

Deixamos abaixo algumas fotos deste encontro. Nosso próximo encontro será em 26/02.

Axé





Tarde da Pizza


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Momentos de sustentação e transformação


Quando acordamos em um belo domingo e recebemos a noticia de uma tragédia como a ocorrida em Santa Maria/RS no último dia 27/01 somos tomados por uma comoção, um sentimento comum invade nosso ser.
Sentimos a perda de irmãos que nem ao mesmo conhecemos,  sentimos a dor das famílias que foram rompidas, dos sonhos desfeitos.
São momentos difíceis para os que vivenciam a experiência da tragédia como para todos que estão acompanhando. Contudo se faz fundamental para nós, que assistimos de longe, manter um padrão mental equilibrado e direcionado ao trabalho edificante.
Ficar visualizando as cenas da tragédia, compartilhar fotos, depoimentos, ficar falando que “poderia” ou “deveria” não são atitudes adequadas para os Soldados do Cristo, deixemos que as autoridades competentes assumam as suas funções, mas nós podemos amparar em vibrações, em amor, em sentimento aqueles que partiram, aqueles que sofreram traumas no episódio, aquelas famílias que ficaram, este é o papel do verdadeiro Cristão, seja ele católico, neopentecostal, espirita, umbandista enfim... a cada um conforme sua crença, seu modo, sua forma.
Vamos olhar as oportunidades, as graças, as chances que foram lançadas para todos. Sabemos que estamos vivendo em um momento de transição e grandes comoções serão abatidas sobre todos, mas também sabemos que podemos fazer o BEM, podemos purificar a psicosfera de dor e desolação que se abateu sobre a cidade de Santa Maria ao invés de alimenta-la.
Vamos fazer a nossa parte, lembrando que pensamento, palavras, gestos e sentimentos são ferramentas potentes para a construção de algo melhor.
Contamos com a participação de todos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Os Guias Espirituais e a Missão da Umbanda

Escrito por Rubens Saraceni


astral4Nós sabemos que o ato de incorporar espíritos acontece desde os primórdios da humanidade sendo que tanto acontecem incorporações controladas quanto totalmente fora de controle.

As incorporações controladas acontecem dentro de trabalhos mágico-religiosos, também tão antigos quanto a humanidade, não sendo privilégio da Umbanda reproduzir regularmente este fenômeno mediúnico porque povos muito antigos e que desconhecem a existência da Umbanda já praticam há milênios a incorporação controlada de espíritos ainda que elas se mostrem menos elaboradas que na Umbanda, pois esta ritualizou e diferenciou aincorporação.

Já as incorporações descontroladas vêm acontecendo desde os primórdios dahumanidade e não está limitada a um ou outro povo porque acontece em todos os lugaressendo que nem sempre foi aceita como tal e sim se atribuiu a este fenômeno a denominação de loucura, segregando estas pessoas de suas famílias e da sociedade porque, quando possuídas tornam-se incontroláveis.

A incorporação ou possessão descontrolada de espíritos foi explicada no decorrer dostempos por todas as religiões e cada uma a descreveu segundo o seu entendimento sobre o assunto, com cada uma desenvolvendo um formulário mágico-ritualístico para lidar com este fenômeno.

Ainda hoje, em pleno século XXI, vemos algumas religiões lidando com este fenômeno de um modo arcaico e já ultrapassado, pois desde o advento de Allan Kardec e do espiritismo essas possessões foram muito bem explicadas e colocadas à disposição de todos, facilitando a compreensão da mediunidade, que não tem nada a ver com a existência de um suposto “diabo” tão poderoso e oposto a Deus que vive atentando as pessoas e possuindo-as para levá-las para o inferno.

Hoje, graças ao trabalho de Allan Kardec compreendemos perfeitamente estaspossessões descontroladas e até podemos auxiliar médiuns possuídos por espíritos vingativos a lidarem com esta faculdade mediúnica livrando-os do sofrimento ao qual estavam submetidos.

Então, que fique bem claro para todos que não existe uma só religião para auxiliarpessoas com desequilíbrios acentuados em suas faculdades mediúnicas.

Para uma correta compreensão da possessão descontrolada temos que:

1º Acreditar na imortalidade do espírito.

2º Acreditar que se muitos evoluem no plano material e desenvolvem um elevado estado de consciência que os conduz a planos espirituais luminosos também acontece a regressão consciencial que conduz muitos espíritos a planos espirituais escuros retendo-os para que, no arrependimento corrijam-se.

3º Também sabemos que, assim como muitos espíritos que evoluíram agradecem a Deus e colocam-se como auxiliares dos que reencarnam, muitos dos espíritos que regrediramconsciencialmente revoltam-se contra Deus e tornam-se perseguidores dos espíritosencarnados e principalmente daqueles que eles acham que são os responsáveis pelas suas quedas.

4º Esses espíritos “caídos” formam numerosas hordas de afins que sentem prazer em desencaminhar os espíritos retidos nas faixas vibratórias negativas, desenvolvendo neles a revolta contra Deus e a busca de vingança contra seus desafetos ou inimigos ainda encarnados ou não.

Pois bem, como isto já foi muito bem descrito por Allan Kardec, que criou um sistema de lidar com estes espíritos dando origem ao espiritismo então precisamos compreender o contexto onde se insere a Umbanda, que adotou muitos dos conhecimentos trazidos por Allan Kardec, mas adaptou-os em uma forma diferente de utilizá-los.

Se no início do século XX o espiritismo estava em plena expansão desenvolvendo um trabalho muito grande de auxílio às pessoas obsediadas por seus algozes espirituais, no entanto eles se deparavam com a imensa quantidade de pessoas que não estavam sofrendo obsessão, mas sim eram vítimas das mais diversas modalidades de magia negativa praticadas aqui no plano material por pessoas conhecedoras delas e que recorriam a elas para se vingarem dos seus desafetos ou inimigos encarnados.

Com as possessões ou obsessões o espiritismo lutava muito bem, mas, com as magias negativas englobadas no nome “magia negra” não possuíam os recursos mágicos necessários para anulá-las e libertar as pessoas de ações muito bem direcionadas para destruí-las.

Voltando no tempo nós encontramos em todos os continentes varias religiões, muitasdelas já desaparecidas, que tinham a magia positiva ou “branca”, que era recurso paraanularem as ações mágicas negativas e livrarem as pessoas vitimadas por elas dossofrimentos que elas lhes acarretavam.

Mas muitas destas antigas religiões que tinham na magia positiva o antídoto correto contra a magia negativa haviam desaparecido quase por completo, só restando poucos conhecedores profundos da verdadeira magia delas. Então o plano espiritual se movimentou para criar, nos moldes do espiritismo, uma nova religião que teria na magia um poderoso recurso para auxiliar pessoas vitimadas pelos que recorriam à magia negra para atingi-los.

O pouco que havia restado dessas antigas religiões estava refém de algumas pessoas que não se limitavam só a prática da magia branca e sim, dependendo da recompensa também realizavam magias nefastas ao gosto dos seus contratantes.  

Porque eram muitos os que procuravam este tipo de acerto de contas com seus desafetos ou inimigos, muito era o sofrimento das pessoas vitimadas por elas e que, se não podiam pagar para quem sabia desmanchá-las, ficavam sofrendo sem ter a quem recorrer, pois tanto a feitiçaria indígena praticada aqui no Brasil quanto a europeia e a africana, etc., não fazem distinção na sua prática e sim, tanto a realizam para o bem quanto para o mal sendo que seus praticantes atribuem a responsabilidade por elas aos que os contratam, eximindo-se de qualquer culpa.

Diante desse quadro sombrio foi que a espiritualidade superior se organizou para criar uma religião nos moldes do espiritismo, voltada para a prática da magia branca, com uma dinâmica própria para se contrapor à prática da magia negra.

Assim como a prática da magia negra envia para as faixas negativas os seus praticantes, a magia branca envia para as faixas positivas os praticantes dela.

E foi entre os espíritos praticantes da magia branca que essa nova religião ressonou mais intensamente atraindo muitos milhares deles que aceitaram organizar-se para, através da incorporação mediúnica controlada, começarem a ajudar as pessoas vítimas de magias negras.

Espíritos de grande evolução arregimentaram muitos milhares de outros que já seguiam suas orientações e diante dos Sagrados Orixás assumiram o compromisso de, dentro da nova religião, criarem linhas de trabalhos espirituais que ligadas e regidas pelos Orixás formariam a espinha dorsal da nova religião denominada inicialmente de Linha Branca de Umbanda e Demanda.

Esses espíritos de grande evolução arregimentaram muitos milhares de outros espíritos também conhecedores da magia e que, em suas últimas encarnações haviam pertencido a várias religiões e povos diferentes, inclusive praticavam de formas diferentes suas ações e, que quando começaram a incorporar solicitavam dos seus médiuns elementos de magia diversificados.

Uns trabalhavam com ervas, outros com velas, outros com colares, outros com pontos riscados, outros com fitas, linhas e cordões, outros com bebidas, outros com pós, etc. criando em pouco tempo um vasto formulário mágico umbandista que, se usava os mesmos elementos usados em outras religiões mágico-religiosas, no entanto davam a estes elementos uma utilização diferente e isto causou espanto nos tradicionalistas que, desconhecendo o poder mágico dos guias de Umbanda achavam que a nova religião agia de forma profana com elementos de magia tidos como sagrados para eles.

Na verdade, não são os elementos que contêm poderes em si mesmos e sim eles estão nas mãos dos espíritos guias de Umbanda que os manipulam segundo a necessidade das pessoas que os consultam e eles, livres de qualquer convencionalismo ou ritualismo os manipulam o tempo todo sem se preocuparem com o que deles falem quem duvida dos seus poderes mágicos.

Portanto a nova religião criada com o nome de Umbanda diferencia-se do espiritismo tradicional, ainda que se sirva dos seus conhecimentos, e diferencia-se dos tradicionais cultos afro-ameríndiobrasileiros porque ainda que se sirva das suas nomenclaturas ou iconografia, no entanto deu a elas uma nova utilização e entendimento visando facilitar seus trabalhos mágico-religiosos em benefício das pessoas vitimadas por nefastas magias negativas.

Esta simplificação na manipulação dos elementos de magia e de culto e acesso asDivindades é o que diferencia a Umbanda do moderno espiritismo e das antiguíssimasreligiões mágicas e engana-se quem pensa que todos os espíritos são iguais, pois háaqueles que não são capazes de uma única ação mágica e há os que têm um grandepoder de realização desenvolvido quando ainda viviam no plano material e que foramaperfeiçoados depois que desencarnaram e que, já livres das limitações do corpobiológico sentiram-se aptos a ampararem muitas pessoas ao mesmo tempo, trabalhoeste que podem realizar após ingressarem em alguma linha de trabalhos espirituais umbandistas.

Não houve o acaso na criação da Umbanda e ela atendeu a um clamor dos espíritos altamente evoluídos direcionado a Deus para que Ele lhes facultasse uma via religiosa afim com suas formações passadas onde, ainda no plano material, já se dedicavam a amparar e ajudar pessoas vitimadas por magias negativas ou perseguidas por seus inimigos espirituais.

Muitos, ao descreverem a criação da Umbanda limitam-se ao evento acontecido no lado material com o seu fundador pai Zélio Fernandino de Morais e não atinam com a sua real criação já acontecida no plano espiritual.

Portanto que nenhum médium umbandista se surpreenda com a forma dos seus guias trabalharem e não atribua a eles ignorância ou atraso religioso porque as ditas religiões mentalistas ou filosóficas não sabem como combater as ações mágicas negativas desencadeadas em grande parte por seguidores delas que buscam nessa modalidade de magia acertar suas contas pendentes com seus inimigos encarnados e, justamente por não saberem lidar de forma correta com a magia negra e com as hordas de espíritos trevosos que atormentam seus seguidores, preferem atribuir o sofrimento deles a um suposto diabo, oposto a Deus, do que reconhecerem que a prática do mal contra os seus semelhantes é inerente ao ser humano, mas que essas religiões não sabem como combater.

Matéria do Jornal Nacional de Umbanda www.jornaldeumbanda.com.br