Pai CHIQUINHO ou VÔ CHIQUINHO
Vovô Chiquinho ou Vô Francisco, é um africano que trabalhava na lavoura de cana de açucar durante a época da escravidão. Devido a idade avançada foi obrigado a parar de trabalhar e ficar trancado durante muitos anos na senzala.
Por causa seu grande conhecimento com ervas e plantas de cura, passou então a cuidar de todos os escravos, escravas e crianças que necessitvam de cuidados. Ajudava também as escravas que estavam em trabalho de parto, a trazer o seus filhos ao mundo e fazia cirurgias aos que necessitavam.
Todas as vezes que os coronéis descobriam isso, amarravam o Vô Chiquinho em um tronco, e batiam nele com chicote, até que ele caisse insanguentado de dor.
Por muito apanhar, teve que começar a ajudar os outros escondido durante a noite, sentado aos pés de um cruzeiro, apenas com o auxilio de uma vela acesa para clarear e de suas plantas e ervas milagrosas.
Um dia, quando benzia as coluna de uma velha senhora que tinha apanhado no tronco, foi pego de surpresa e apanhou com chicote nas costas por seu "sinhozinho", o coronel.
Indefeso e muito velho, o Vô Francisco infelizmente não suportou a dor e faleceu aos pés do cruzeiro.
Nos dias de hoje, vem em giras de Pretos Velhos na linhagem de Oabaluaê, fazendo o que sempre fez quando vivo, ajuda a todos que o procuram, com fé e devoção, fazendo suas benzedeiras e cirurgias espirituais, e levando palavras de nosso pai Oxalá a todos que necessitam.
Texto de: Gustavo Lopes
Todo mundo mi que, que, que

Chico Preto Quimbandeiro
Todo mundo mi que, que, que
Chico Preto Feiticeiro
Eu vim de Minas
Mas Nasci no Piauí
Saravá Sr. Chico Preto
O que vem fazer aqui?
Sr. Chico Preto, Chico Preto Tenha dó (bis)
Venha cá salvar seus filhos
Tu é mestre do Catimbó
Todo mundo quer, quer, quer, quer
Chico Preto quimbandeiro lá do povo da Guiné
Lá na Jurema teve um fuá
Levaram o Milharal
Quem levou foi Chico Preto
Pra levar todos os Mal
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